Era uma vez...
Opa, era uma vez não. Sempre que isso começa assim é por que nunca aconteceu. Até porque venhamos e convenhamos CONTOS DE FADAS NÃO EXISTEM.
Vou contar agora uma história bem interessante. De duas pessoas difíceis. Ela uma viciada em livros, ele interessado em coisas banais. Ela tinha o coração magoado, ele tinha boas intenções. Ela era carente, ele deu atenção a ela. Ela não sabia ser o centro das atenções. Ele sabia como fazer ela se sentir especial. Ela era complicada, ele simplificava tudo. Ela não respondia suas mensagens muito bem, ele ligava pra ela toda noite. Ela tinha vergonha, ela adora ouvir a voz dela. Ela sentia um friozinho na barriga, ele ria do nervosismo dela. Ela acordava de mau-humor, ele a fazia rir. Ela tinha medo, ele a protegia. Ela era irônica, ele não desconfiava. Ela não sabia o que fazer quando o visse, ele a abraçou. Ela queria iniciativas, ela queria que ela falasse o que queria. Ela não sabia o que sentia, ela tinha certeza do que NÃO sentia. Ela queria morar no abraço dele. Ele não queria se prender. Ela queria sentir algo que fosse reciproco, ele teve medo. Ela mandava mensagens, ele não respondia. Ela estava segura, ele sentia medo. Ela se apaixonou, ele não acreditou. Ela se afastou, ele deixou. Ela não atendia, ele insistiu. Ela disse “Não quero mais”, ele disse “Quero tentar”. Ela aceitou, ele não valorizou. Ela quis morrer, ele nem se importou. Ela voltou a ler. Ele voltou a ser banal. Ela vai ser feliz, ele eu já não sei.
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